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quarta-feira, 23 de junho de 2010

T-SHIRTS (01)

Bem, parece que está tudo ok com minha internet e com meu computador. Até meu teclado está funcionando direitinho. Ótimo, espero que continue assim por um bom tempo.
Gosto de pensar que não fui eu que escolheu a profissão de desenhista, mas sim que fui escolhido por ela. É a única forma de não me sentir um masoquista. Não pensem que não gosto e não tenho satisfação pessoal com o que faço. Não há dinheiro que pague a sensação de olhar diante de sí aquilo que antes era uma folha em branco e ao final do esforço, visualizar uma imagem que desperte algum tipo de emoção. Adoro a minha profissão, mas muitas vezes batalhamos uma luta inglória. É comum por um trabalho bem executado não  receber nem mesmo o famoso tapinha nas costas, quando mais um pagamento decente. Isso sem falar num numeroso grupo de picaretas e sangue-sugas que lhe dão o cano. Quando você cobra o valor que acha justo (sempre abaixo da tabela para que seja aceito) e ainda por cima é chamado de careiro ou ladrão, aí é que pintam mesmo as dúvidas, se é viável viver disso ao invés de levar cachorros pra passear. Meu questionamento não é se vale a pena fazer arte, mas usar a arte como meio de vida.
Quando eu era solteiro e vivia com meus pais, eu nem reclamava, mas depois que arrumei família pra sustentar aí sim a coisa tomou uma outra dimensão, bem menos romântica. Este foi um dos motivos que me levaram a desistir dos quadrinhos. Pelo menos os MEUS quadrinhos. Vou tentar publicar os que já tenho prontos , mas insistir com minhas criações sem a perspectiva de que saiam por uma editora,  é o mesmo que esmurrar ponta de prego. Voltarei a este assunto em outras postagens quando eu for apresentando este material.
Ouve um tempo que criei estampas para camisetas. A primeira vez foi pra uma confecção em Brasilia. Zé Gatão nasceu ali. Se eu encontrar no meio da minha bagunça algumas daquelas primeiras artes, eu postarei aqui.  Em São Paulo me encomendaram uma série de desenhos pra um cara que nunca me devolveu os originais e me pagou reclamando que o valor era alto,apesar de ter esgotado todo o seu primeiro estoque de camisas. Pelo menos eu tive liberdade de criação. A primeira foi a minha visão do RanXerox e outra foi um leão atleta de jiu-jitsu, como podem ver nas fotos. Elas, aliás, foram as únicas lembranças daquele período conturbado. Queria ter aquelas artes.... Ainda bem que pensei em fotografar.


Bueno, preciso voltar ao trabalho. Boa noite.

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