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quinta-feira, 17 de março de 2011

QUINCAS BORBA 01 ( A CAPA )



 É uma pena que a maioria das artes que realizo atualmente tenham um prazo tão apertado para entrega. A capa para o fabuloso romance Quincas Borba de Machado de Assis acabou sofrendo alguns reveses na minha opinião. Ficou boa? Muitos dos que gostam do meu trabalho dirão que sim; de fato ela tem lá seus méritos, mas eu sinto que poderia ter ficado melhor. Uma pintura para mim precisa ser "sentida". Preciso "namora-la" em várias etapas do processo. Analizar os detalhes, ver como este ou aquele elemento se relaciona com o todo, e se ele parece não coloborar, altera-lo ou aperfeiçoa-lo para que o conjunto fique homogêneo. Mesmo quando se tem todo o tempo do mundo existem detalhes que nunca ficarão totalmente do agrado do artista, isto acontece, mas pecar pela pressa acho inadmissível, mas entra aí a questão da sobrevivência, e nestas condições, faço o melhor que posso. Mas como tudo na vida, principalmente hoje, o tempo dita suas implacáveis regras e temos que obedecer se quisermos continuar no páreo. Do contrário, as pessoas e situações vão ultrapassando-o até deixa-lo lá no final da fila, alquebrado, se perguntando em que ponto do caminho pegou a via errada. Triste, né? Mas alguém se importa?  
A figura do filósofo Quincas borba, foi inspirada num personagem de uma obra de Gustave Courbet, já sua fisionomia foi sugerida de uma foto de Edgar Degas já bem idoso. Achei bem apropriada.
As ilustrações do miolo do livro irão aparecendo aos poucos por aqui, se Deus quiser.
A gente segue se falando.

2 comentários:

  1. Fala, Eduardo! Não li o livro, mas acho quea capa ficou bacana. O tipo parece mesmo bem apropriado.
    Abração,

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  2. Grato pelo comentário Gilberto.
    E leia o livro assim que puder. É Machado, e ele não costuma desapontar.
    Abração.

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