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sexta-feira, 24 de setembro de 2010

OBRAS QUE RECOMENDO : O CABELEIRA.




Não sei se é assim com todos, mas eu, a medida que envelheço, deixo de sentir prazer com coisas que outrora não abria mão. Parques de diversões, jogar war, ver bobagens na tv, etc. Frivolidades que normalmente tem mais pessoas envolvidas.  Hoje - agora - tanto faz.
Uma das maiores diversões pra mim sempre foi ir ao cinema. Sózinho quase sempre, ou então acompanhado de meus irmãos ou de um amigo que considere como tal. Entretanto, atualmente eu classifico a maioria dos filmes como ruins ou esquecíveis. Musica?  Ah, parei no tempo faz tempo. Impossível ouvir o que se "cria" (copia) hoje e não sentir vontade de vomitar. Por isto só ouço o que se tocava nos anos 30, 40, 50, 60, 70 e algo dos 80. Em qualquer língua, francesa, italiana, portuguesa, japonesa (isto mesmo), e principalmente brasileira e de língua inglesa.
Mas existem alguns prazeres que não dá pra precindir : Uma boa refeição ( não, não sou gordo, mas tô ficando ) e bons livros. As histórias em quadrinhos estão incluidas.
Eu insisto em dizer que este é a único meio de comunicação que não parou de evoluir. O cinema bebe desta fonte inesgotável  hoje mais do que nunca. E jamais conseguem superar a obra em que se baseou.
Uma graphic novel que li o ano passado e que muito me agradou, foi o CABELEIRA.

História verídica e forte que narra magistralmente a vida de José Gomes, um bandido que roubava e matava homens ( e até crianças ) sem dó nem piedade, um precursor do famoso Lampião, como comparam. Aliado a seu pai e um negro chamado Teodósio, implantaram o terror pelo Pernambuco do Brasil colonia.
O interessante é que os roteiristas Leandro Assis e Hiroshi Maeda conceberam o Cabeleira ( baseado no romance de Franklin Távora ) como um roteiro para cinema, nas no final acabou virando uma história em quadrinhos. Ainda bem, pois salvo honrosas exceções, o Brasil só produziu filme ruim. O mesmo não acontece com os criadores de quadrinhos. Nossos autores são muito bons ( será que só eu percebo isto? ), a prova é o livro que estou comentando. Os desenhos de Allan Alex estão matadores e é o que se destaca na obra. Ângulos e enquadramentos que são para matar de inveja.
Lamentei não ter assistido a entrevista dele no Jô Soares.
O único porém é que acaba rápido. Uma história assim necessitaria mais algumas minúcias e detalhes para entender melhor certas motivações. Contudo o saldo final é pra lá de positivo.
Me admira os roteiristas e o desenhista não se unirem de novo pra mais um projeto fabuloso como este.
Contudo, quem sabe?


4 comentários:

  1. Fala, Eduardo! Rapaz, deu vontade de ler. Agora em outubro têm Fest Comics por aqui e vou procurar pra comprar. Legal vc ter analisado que os quadrinhos não param de evoluir. Tb sinto isso. E me surpreendo sempre...
    Bacana ter recebido um comentário seu. Fiquei muito contente. Tenho o blog já a alguns anos e comecei a blogar praticamente quando resolvi me dedicar mais ao desenho. Tenho feito algumas grandes amizades pela Net e têm valido muito a pena. Valew!
    Abração,

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  2. Issaí broder, O Cabeleira deixa um certo gosto ruim na boca, mas os quadrinhos precisam de uma sacudida as vezes. Logo postarei mais algumas obras se Deus quiser,que julgo relevantes, inclusive devo inaugurar em breve uma nova série intitulada "As maiores HQs de todos os tempos". É só aguardar.
    Eu não curtia blog e todas essas coisas da web, mas tenho que admitir que meus rabiscos tem alcançado um público mais amplo graças a isto.
    Abração.

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  3. Opa! Ótima dica. Vou colocar na lista, hehe.

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