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quarta-feira, 13 de abril de 2011

QUINCAS BORBA ( 05 )


 Há dias muito promissores para o trabalho, outros nem tanto. Hoje, apesar de não haver dormido as horas necessárias, foi uma manhã bastante produtiva. Estou acabando a pintura da capa do romance "MEMÓRIAS DE UM SARGENTO DE MILÍCIAS"; eu imaginei uma coisa, os esboços apontavam uma direção, e noto agora que as tintas tomaram um rumo diverso, como se tivessem vontade própria. Não sei dizer se isto é bom ou mau, eu diria que não é positivo. Afinal a imagem que crio na minha mente tem que sair o mais fiel possível na prancha. Não quer dizer que ela esteja ruim (apesar que quase nunca fico satisfeito com o resultado das minhas empreitadas) mas acho desconfortável não ter controle sobre um trabalho. Já me aconteceu antes, mas em outros tempos eu recomeçava a tarefa até ela ficar do meu agrado. Agora mais do que nunca, tempo é dinheiro.  A Verônica tem sido um bom termômetro, se ela gosta, então significa que o destino é certo, embora não pelas vias que eu tinha imaginado.

Após o almoço uma fadiga mortal me acometeu. Não, não é sintoma de doença não, embora pareça. É como se o corpo cobrasse um descanço negado por muito tempo, ou melhor, o corpo cobrando a fatura de alguns excessos do passado. Nos meus tempos de musculação séria, cheguei a fazer várias séries gigantes de supino com 120 quilos de peso. Nunca gostei de treinos ortodoxos, então submeti o corpo a esforços para obter ganhos musculares sem o uso de esteróides. A longo prazo dá resultados certeiros, mas também há risco de lesões. E eu tive várias. Aquelas sessões de treino deixavam as articulações extremamente sensíveis. Hoje tenho um cisto cinovial no pulso e uma lesão no ombro, que de tempos em tempos vem dar um alô, ambos do lado esquerdo felizmente, afinal sou destro.
Meus esforços com desenho também já me renderam tendinites no passado, os anos de 2003 e 2004, quando executava o álbum inédito "Phobos e Deimos", foram os mais difíceis.
Apesar da cabeça pesada a tal capa seguiu sendo executada. Amanhã, se Deus quiser, deverá estar pronta.
Pra ser sincero a postagem de hoje era pra ter outro tema, eu queria comentar sobre loucos homicidas e a nova campanha de desarmamento, mas fica pra manhã, quem sabe.
Hoje temos mais uma ilustração de Quincas Borba.
Fiquem bem.

2 comentários:

  1. Fala, Eduardo! Ah, esse nosso corpo! Vai ficando mais surrado à medida que nosso cérebro parece descobrir os atalhos da vida. Pelo menos a mim parece. Menos stress involuntário, mais calma pra resolver as coisas, menos timidez e ansiedade. Mas por conta da decadência do corpo, nossa mente vai recebendo novas cargas de stress. É a vida. O ponto de equilíbrio é difícil de ser atingido mesmo.
    Bela ilustração. Técnica adequadíssima, creio, para um tema como esse.
    Abração,

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  2. Palavras sempre muito sábias, hein Gilberto!
    Pois é amigo, o avanço do tempo, quem pode dete-lo? Pensando bem, para quê dete-lo? A vida deve seguir o seu ciclo.
    Obrigado pelos elogios e um forte abraço.

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