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segunda-feira, 25 de abril de 2011

SENHORA ( A CAPA )


 O post de hoje é minha homenagem às mulheres. Este ser maravilhoso, belo, enigmático, complicado e irresistível! E ainda tem aqueles que não gostam, vai entender.
Senhora é um dos romances mais populares de José de Alencar. Eu o li faz muito tempo; era um jovenzinho tolo ( na verdade ainda sou, quero dizer, tolo, não jovenzinho) que sonhava com paixões quiméricas. Eu devia ter uns 20 anos, mas ecos do livro ficaram na minha cabeça.
Aurélia, moça muito bonita e pobre, torna-se rica após receber uma herança e decide "comprar" um marido. Foi com esta idéia na cachola que criei a capa do livro. Nada de detalhes fúteis.
Me inspirei numa obra de John Singer Sargent para pintar a protagonista e os dois quadros que preenchem os espaços foi uma leitura que fiz de pinturas brilhantemente executadas por mulheres. O da esquerda é um auto-retrato de Elisabeth-Louise Vigeé-Le Brun com sua filha.
Elisabeth foi filha de um pintor que a formou no ofício, brilhante retratista, foi coroada pintora oficial de Maria Antonieta em 1779.
No centro temos "A Dama de Azul" da virtuosa Camille Corot, que dispensa apresentações. Exemplos de damas que se sobressaíram num tempo em que as artes eram dominadas por homens.
Infelizmente o curto tempo para a execução desta aquarela não me permitiram vôos mais altos, mas acho que está valendo.  As ilustrações internas do livro virão depois.
Boa noite a todos.


4 comentários:

  1. Fala, Eduardo! Bacana as referências. Quando garoto, devorei muita enciclopédia de história da arte. Me apeguei especialmente à época da Renanscença. Preciso ler mais. As referências artísticas só fazem enriquecer um trabalho. Como este seu aqui.
    Talvez esteja formando novos Eduardo Schloesser; se bem que só vc poderia formá-los, kkk. O fato é que modestamente vou tentando incutir na molecada um pouco de Celso Mathias, Bisley (sensacional) e você. Você sabe, tenho seus livros e revistas e procuro divulgar o bom trabalho que faz.
    Ótima semana pra vc e a Verônica.

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  2. Ô Gilberto, da minha parte, eu só posso agradecer seus elogios e pretígio. Fico feliz e sensibilizado. Ler e estudar sobre os antigos mestres é uma forma bastante eficaz de se aprimorar nos traços e nas tintas. Eu queria ter tempo pra me dedicar mais.
    Obrigado e um abraço.

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  3. Tenho que dizer algo? Não, né? Trabalho irrepreensível, nobre, de dar gosto de ver! Sou seu fã!

    Abraço!

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