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terça-feira, 3 de agosto de 2010

CINCO MINUTOS ( A CAPA )

Tenho uma relação de amor e ódio com José de Alencar. Tá, exagero meu, nem tanto amor e meu ódio a ele nunca foi profundo. É que fui obrigado a ler "Iracema" e o "Guarani" na escola, e este último, dois dias antes de uma prova. Eu não tinha grana pra comprar o livro e esperei que um amigo acabasse de ler pra me emprestar. O cara demorou um bocado e o resultado disso é que tive que varar uma noite lendo. Eu gostei do livro, apesar daquele final surrealista. O caso é que eu não estava preparado pra le-lo sob tais circuntâncias. Iracema então nem se fala, achei chato demais. Naquela época eu devorava livros que me empolgavam e que deram origem a clássicos do cinema como Laranja Mecânica, Pappilon, o Poderoso Chefão e etc. Ler o supra sumo do romantismo brasileiro não era pra mim. O interessante é que eu li neste período "Olhai os Lírios do Campo" do Érico Veríssimo e "Doidinho" do José Lins do Rego e adorei, então a minha bronca não era com livros brasileiros e sim com o Zé de Alencar, ou antes com o estilo romântico.
Anos mais tarde, já entrando na vida adulta, eu tive que matar umas horas num lugar onde não tinha viva alma e havia no local um exemplar de Cinco Minutos. Devo confessar que a leitura foi uma companhia das mais agradáveis. Isto só confirma uma teoria minha de que tudo depende da situação e do seu estado de espírito.
Tive a honra de ilustrar " A Viuvinha" do Zé de Alencar e agora trabalho neste Cinco minutos. A capa como disse antes, veio primeiro. Apesar de muito elogiada pelo pessoal da editora, está longe de ser uma das minhas preferidas. Acho que porque foge totalmente do meu estilo. Contudo, acredito que ela faça justiça ao teor da escrita do José de Alencar.

4 comentários:

  1. Rapaz...

    a capa ficou ótima!

    Qual foi a técnica?

    Abs.

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  2. Foi aquarela. Fico feliz que esta arte tenha agradado. Repetindo, não é da minha preferência.
    Abração.

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